
|
02/08/2004 09:14
Para novas atualizações consulte:
www.osonhar.blogspot.com
[]'s
enviada por shadow
22/06/2004 08:12
É chegada a hora!
Depois de um longo tempo terei de abandonar minha morada. Um novo lugar me espera e renova a minha esperança. Tenho pesar em abandonar este lugar, onde acostumei-me a estar, mas nesta vida nada é permanente, nada é eterno, tudo é descartável. Assim, espero logo poder guardar os bons momentos eu tive aqui e partir para novas paragens. Mas antes de seguir, faz-se necessário duas coisas. A primeira é um recado, Buck, ao que me parece o blig liberou novamente o numero de comentários (que ele também havia restringido), assim sendo eu apreciaria muito ouvir o que você tem a me falar sobre o último post. Caso você ou mais alguém, não consiga publicar seus comentários, peço que me avise e eu publicarei novamente o post no novo servidor aonde, apesar de eu não ter conseguido instalar um bom sistema de comentários, isso não será um problema. O novo endereço é www.osonhar.blogspot.com . Por último, e para selar a porta da casa com chaves de ouro, devo dizer que dentre várias músicas, uma em especial eu não publiquei a letra completa aqui. E por ser a minha música preferida, além de ser a música que cedeu o título a este blog, será ela a encerrar tudo. Mais do que qualquer outra música, esta tem um significado muito especial para mim e explica muito a meu respeito. Segue a letra, antes que eu me emocione.
Blind Guardian
The Bard's Song - In The Forest
Now you all know
The bards and their songs
When hours have gone by
I'll close my eyes
In a world far away
We may meet again
But now hear my song
About the dawn of the night
Let's sing the bards' song
Tomorrow will take us away
Far from home
No one will ever know our names
But the bards' songs will remain
Tomorrow will take it away
The fear of today
It will be gone
Due to our magic songs
There's only one song
Left in my mind
Tales of a brave man
Who lived far from here
Now the bard songs are over
And it's time to leave
No one should ask you for the name
Of the one
Who tells the story
Tomorrow will take us away
Far from home
No one will ever know our names
But the bards' songs will remain
Tomorrow all will be known
And you're not alone
So don't be afraid
In the dark and cold
'Cause the bards' songs will remain
They all will remain
In my thoughts and in my dreams
They're always in my mind
These songs of hobbits, dwarves and men
And elves
Come close your eyes
You can see them too
enviada por shadow
17/06/2004 14:48
Como o Blig anda de putaria agora meus posts parecem ter adquirido prólogos por mutação. Eu escrevi o post por causa de uma música e então decidi escrever um outro post, mas como não sei se o blig irá aceitar mais de um post (e nem sei se ele vai aceitar esse, pq dá última vez levou quatro dias até eu conseguir publicar um post novo).
Então lá vai:
Cinco coisas que você evidentemente faz quando começa a ficar velho.
Espelho, espelho meu - Esta é a primeira pelo mais simples motivo, é banal, e sem graça e óbvia, é a parte sobre a idade que todos gostariam de ignorar. É certo (pelo menos para algumas pessoas que, creio em minha esperançosa e higiênica ingenuidade, sejam a maioria) que logo pela manhã ao acordar você segue até o banheiro, lava o rosto, escova os dentes, etc... E por mais que estejamos acostumados a nos olhar no espelho e assistir às pequenas mudanças que ocorrem todos os dias (não, não é sobre chupões e arranhões que estou falando), em dado momento nos tornamos irritantemente a par de nossa idade. Alguns movimentos rápidos e simples frente a um espelho passam a demorar eternidades! Você se olha e pensa: Cadê o cabelo que estava aqui ontem?, Esses pelos não deveriam parar de crescer depois da puberdade? em seguida começa a observar seu pai, de canto de olho, e rezar para que Mendel esteja errado ou para que os genes de sua mãe sejam melhores e dominantes. Não obstante, procurando esquecer esse triste episódio, alguma hora via até a casa de alguma amiga ou namorada e é surpreendido por um grito como: Aí Meu Deus! Tem uma ruga aqui! seguido de um encabulado Você me acha bonita? ao mesmo tempo que se encolhe atrás do espelho. Quantas baladas não começam a ir para o ralo porque acabou a base delas. Às vezes somos patéticos... Misteriosamente começam a brotar no armário do banheiro uns baratos para limpeza facial, uns cremes contra envelhecimento, ou pelo menos um creme de barbear com aloe-vera (coisa que com 18 anos você está pouco se lixando). As mulheres começam a demorar mais para se arrumarem e se arrumarem com maior freqüência, o estojo de maquiagem dá cria. Por tanto cuidado, principalmente se o primeiro impulso que você tiver em frente ao armário do banheiro ou em frente da sua bolsa for contar o numero de potinhos.
Body Wanna be some body... É curioso como o ódio pela Educação Física parece se voltar contra você. Quando você saiu do colégio e entrou na faculdade, deu graças a deus por não ter mais que voltar suado para casa e nem usar aqueles moletons ridículos de colégio. Mas karma é karma e a falta de atividades físicas cobra um preço alto, principalmente com uma vida tão sedentária quanto a rotina escritório-casa pode nos proporcionar. Aliás, esse é um karma tão grande que, mesmo que você mantenha suas atividades físicas em dia, sempre verá alguém que não faz dever de casa, o que não costuma ser uma visão agradável, especialmente no dia seguinte após uma balada. É então que você tem que fazer algo, o peso e a boa forma é o mínimo que se pode fazer para uma vida saudável. Não adianta dizer que não vai comer isso ou aquilo, isso raramente é funcional. De que adianta aditivar a gasolina do seu carro se ele fica na garagem enferrujando? Mas nós só acabamos percebendo essa necessidade depois de um tempo, porque a degradação do nosso corpo pela falta de uso cresce em proporção geométrica. Não adianta, mais cedo ou mais tarde você sente falta ou seu bem estar exige. Sem nem falar na concepção estética de nossa sociedade atual.
Brinquedos Velhos Tem uma hora que você vai arrumar um armário, pegar uma blusa guardada ou precisa arrumar espaço para guardar alguma tranqueira sua e você esbarra com algum brinquedo velho. Dá uma risada, meche um pouco, se encanta recordando (que palavra mais geriátrica não?) as tardes que passou brincando com seu Falcon, He-man, Barbie, Moranguinho ou afim. Você fica pensando porque via guardar aquilo, já que nunca mais vai usar e só ocupa espaço. Ou então você se livrou de tudo e em uma conversa ou na casa de alguém você vê um destes artefatos e até se arrepende por não ter guardou um atári, um playmobill ou um legozinho que seja. Você descobre até ser capaz de passar uma tarde na casa daquele seu amigo desempregado competindo para ver quem é capaz de montar o carrinho mais legal com uns legos.
Ouvir músicas muito bregas porque marcaram época Perigo é ter você perto dos olhos, mas longe do coração... Todos os dias alguém aqui no Nautilus coloca uma música desta classe. E o pior é que todo mundo curte, quem vai falar o que? Tem todo mundo quase a mesma idade por aqui! Começa a tocar uma música dessas, você para pensa um pouco e, então, se recorda da música. Às vezes se pega até cantando! Ta, já queimei o meu filme mesmo então vou quebrar as pernas de todo mundo. Tem aqueles durões, que ficam dando uma de João Gordo, dizendo que os anos 80 eram muito ruins. Até que, certo dia, ganham um cd dos anos 80 de alguém de presente, metem o pau na pessoa e no presente, mas no dia seguinte estão com uma faixa no cabelo, polainas, um moletom bizarro e uma calça de ginástica (bem ao estilo Flashdance, diga-se de passagem) cantando na cozinha e vibrando (para nem falar em chuveiro). Ou então os que vão, mesmo que alegando arrastados, a uma daquelas festas brega 80; foram, pretendem ou cogitaram ir alguma vez ao Madame Satã, genéricos e similares; emocionam-se ao entrar em uma loja e escutar de passagem aquele DVD do Balão Mágico que alguém escavou de algum um sítio arqueológico (e alguns até já podem comprar para os seus filhos); Lembrar-se de que a vinheta do Super-Cine é a mesma desde que criaram o programa. Não há como fugir! Os anos 80 existiram e vieram atrás de você, se você viveu esta época, não há como escapar impune. Não tem quem não tenha dado ao menos umas risadas observando a ambientação enquanto assistia à Cidade de Deus (aliás, assistir Cazuza O Tempo Não Pára ou aguardar ansiosamente pelo lançamento da primeira temporada de TV Pirata em DVD é extremamente sintomático).
Escrever textos nostálgicos Podem ser e-mails, podem ser posts, pode ser no seu diário ou mesmo em algum jornal. Na verdade você não precisa nem escrever um texto, só o fato de você encaminhar um texto de alguém falando de épocas passadas, aqueles arquivos .ppt com slides intermináveis brinquedos dos anos 80 ou mesmo a leitura deste post gigantesco até o presente momento é profundamente sintomático. Nos temos essa necessidade de manter a identidade, é uma forma de evitar ser descartado em uma cultura onde o novo é sempre o melhor. E tudo isso por causa do texto abaixo, que eu havia escrito antes e que me inspirou a escrever essa introdução e que agora ficou até meio sem graça... rs
Com essa história de mudança de servidor, de repente fiquei com vontade de publicar todas as músicas que não publiquei até então. E entre uma sinopse e outra, ontem eu encontrei essa letra que é muito legal e que me faz lembrar de um tempo que já se foi. Não me lembro quantos anos eu tinha quando escreveram essa música, mas ela fez bastante sucesso e fatalmente a maioria das pessoas da minha idade a conhecem. Então, espero que todos os leitores deste blog se deliciem com essa pequena demonstração de nostalgia e lembrem-se de quando as rádios tocavam Cazuza, e os filmes tinham trilhas sonoras feitas pelo Queen e pelo Tears For Fears. De um tempo (que para algumas não passou) onde as garotas ficavam de tietagem para com caras como o Axel Rose e, como diz a minha amiga Dríade, onde, para a infelicidade geral, as calças Bag reinavam junto às camisetas verde limão da Hang Loose e às agendas da Pakalolo. Tenho a impressão de que quando começamos a envelhecer começamos a fazer esses posts nostálgicos... rs
Everybody Wants to Rule the World Tears for Fear
Welcome to your life
There's no turning back
Even while sleep
We will find you
Acting on your best behaviour
Turn your back on mother nature
Everybody wants to rule the world
It's my own design
It's my own remorse
Help me to decide
Help make the most
Of freedom and of pleasure
Nothing ever lasts forever
Everybody wants to rule the world
There's a room where the light won't find you
Holding hands while the walls come tumbling down
When they do I'll be right behind you
So glad we've almost made it
So sad they had fade it
Everybody wants to rule the world
I can't stand this indecision
Married with a lack of vision
Everybody wants to rule the world
Say that you'll never never never need it
One headline why believe it ?
Everybody wants to rule the world
All for freedom and for pleasure
Nothing ever lasts forever
Everybody wants to rule the world
enviada por shadow
15/06/2004 11:26
Eu havia escrito um prólogo completamente off-topic para este post me rebelando contra a imposição do Blig em restringir o numero de posts diários para um, e posteriormente para três, para os usuários que não pagam por seus serviços. Como ficou em casa vou apenas citar a melhor passagem, a qual eu me perguntava porque eles não restringiam o e-mail da mãe deles a um acesso por dia, ao envio ou recebimento de uma mensagem por dia. Já estou preparando um novo blog em outro servidor, e só não divulgarei o endereço ainda porque estou tendo alguns problemas com a codificação do texto e com o design. A divulgação do mesmo ocorrerá assim que esses problemas forem sanados e até lá continuarei atualizando esta página. Segue o texto original.
Referente ao post de 31/05/2004, originalmente escrito terça 08/06/2004 por volta das 16:30 e impedido de ser publicado por mais uma invenção deste maravilhoso servidor.
Como eu já disse para a Lica eu errei na conta, peço que me desculpe.
De qualquer modo a contagem seguindo a partir da Camila (não vou nem contar os anos anteriores, embora sejam válidos) é de sete para um. Pense, o que você faz se ao fazer o test-drive de um carro ele quebra sete vezes em oito? Entra em desespero eu acho...
Amigo secreto? Rs
Acho que não, aí que a minha auto(baixa)-estima cometeria seppuku. A idéia não me parece de todo má, mas como dizem: de boas intenções... Para este fatídico dia, eu estou planejando uma série de ações de desencalhe, quer dizer, de marketing pessoal, afinal não estou pensando exatamente em compromisso, neste âmbito, as minhas intenções têm sido as piores possíveis. Entre outras coisas já pensei em:
- Ir até a igreja de Santo Antônio e depois cair na farra.
- Fazer alguma balada com os White Knights, que devem apresentar uma boa proposta alinhada aos múltiplos interesses da comunidade masculina: mulher, cerveja e carne (não necessariamente em quantidades iguais e nesta mesma ordem). Ps.: E desta vez eu estarei preparado, comprarei uma caixa de engov!
- Viajar para algum dos lugares mais exóticos da terra: Bahamas, Caribe, Lãs Vegas, Quartier Carmesitas...
- Passar o dia com uma das minhas melhores e mais revoltadas amigas, que certamente deve estar bolando algum atentado temático. Afinal que disse que eu sou o único revoltado por aqui.
- Me entupir de chocolate.
- Jogar Warcraft.
- Peregrinar até o santuário do Velho Louco para consagrar o meu patuá oficial.
- Visitar o Sr. Cuervo.
- Perpetrar os ensinamentos da Sra. Beatrix Kiddo.
- Misturar algumas das combinações acima.
E essas foram só algumas das coisas que passaram pela minha cabeça...
enviada por shadow
09/06/2004 16:17
Da função enfática das piadas no e-mail e dos amigos de anos.
Descobri uma coisa muito legal depois de todos esse anos. Chama-se a função enfática das piadas no e-mail, (ta, eu sei que já havia escrito isso ali em cima). As malditas piadinhas abarrotam nossas caixas de e-mail, muitas vezes não têm graça e depois de um tempo, quase não as lemos. Mas essa semana essas mesmas piadinhas me confirmaram uma coisa que eu já sabia: Elas nos mantêm em contato com pessoas que não vemos todos os dias, ou até por anos. Logicamente que manter o mesmo endereço de e-mail também ajuda. Outro dia pedi a um amigo o numero de telefone de um outro amigo em comum e ele me respondeu com certa graça: o celular é tal e o de casa é o memorável: 8888-8888. É uma coisa que nos marca indubitavelmente, passa a fazer parte da nossa mitologia pessoal. Agora eu percebo a diferença entre uma pessoa que você conhece há uns meses e uma pessoa que você conhece a mais de dez anos e, por menos que vocês se encontrem, não há perspectiva dela sair da sua vida. Muitas vezes cometemos o engano de acreditar que essas pessoas que acabamos de conhecer irão durar muito tempo nas nossas vidas e depois nos desapontamos ao descobrir que não duraram uma estação se quer. Ainda outro dia encontrei uma lista com números de telefone que se enquadram nesse caso, fiquei surpreso ao saber que aquela era a minha letra e que eu não fazia a menor idéia de quem eram aquelas pessoas. Mas voltando ao ponto, as piadas tornam você consciente de que uma pessoa se encontra no mesmo endereço e de que não quer perder o contato contigo. Pode reparar, depois que você não fala há muito tempo com uma pessoa por e-mail você acaba perdendo o endereço dela ou apagando-o porque crê que não mais irá utilizá-lo, porque acredita ter mudado, ou por que sabe que a pessoa não tem interesse em lhe falar. Por outro lado, como perder o endereço de alguém que está constantemente testando o canal de comunicação (função enfática)? Bem, é isso, só queria dizer a essas pessoas que sempre me mandam alguma coisa que mesmo que eu não responda estou ouvindo. E também para dizer que fico feliz em saber que para algumas das pessoas que estão na minha vida, os problemas são coisas pequenas diante de nossa amizade. É muito provável que a maioria destas pessoas nunca cheguem realmente a ler isso, mas estará para sempre aqui.
enviada por shadow
07/06/2004 12:20
Uma leve chuva caia sobre a grama rala da campina. Estava escurecendo rápido e as árvores que ladeavam a clareira tomavam formas estranhas com a chegada da noite. Um dos Dragões revoara sobre a campina alertando sobre sua presença e logo pousara habitualmente no centro. Logo se deu conta de que o outro Dragão estava atrasado, preparou a bebida ritual e pôs-se a pensar se o outro viria. Havia questões pendentes entre os dois que não deveriam mais ser proteladas. Os dois cresceram juntos e a amizade entre eles era muito forte, o que levara a ambos confundirem seus limites próprios por receio de desagradar um ao outro. Sabia que o outro viria. Pouco tempo depois surgiu o outro dragão, estava um pouco mais magro e logo recusou a bebida ritual. Surpreso o primeiro Dragão ficou desconfiado, mas logo o segundo Dragão explicou-lhe os motivos e este relutantemente entendeu. Sucedeu-se então o preparo da caça, ambos estavam famintos, algo que poderia ser visto na sombra de seus olhos e na impaciência mutua. Começaram a comer calmamente enquanto trocavam notícias e discutiam as pendências, tudo ao mesmo tempo em uma seqüência caótica e infindável, mas completamente compreensível aos dois e aos dois somente. Estes encontros deveriam ocorrer mais vezes pensara de forma lúgubre o primeiro Dragão. Logo as pautas principais foram entrando em ordem e aos poucos cediam lugar a uma sensação crescente de que toda a existência ao redor deles pereceria ante o tempo e pela consciência de que as únicas coisas que permaneceriam eternamente por ali seriam eles.
enviada por shadow
04/06/2004 12:58
Passei tempo demais me preocupando em agradar as outras pessoas e tempo de menos procurando os interessados. Chega, agora é assim: Quer? Quer. Não quer: Foda-se. A teoria aprendi, mas na teoria tudo é fácil, agora é por em prática. - Frase Red Dragon da semana.
enviada por shadow
02/06/2004 12:14
Nunca vi ninguém descrever a mente de um cachorro de forma tão real e incrível quanto Graciliano Ramos. Eu juro que é fabuloso! Decidi ler Vidas Secas no metrô esta semana, continuando o meu projeto pessoal de estudos sobre Graciliano, eu já estava afim faz tempo e é um livro menor e mais fácil de carregar do que a minha magnífica, infindável e imensa versão bíblia do Senhor dos Anéis. Ainda não cheguei no capítulo Baleia, mas já deu para ficar embasbacado durante O Menino Mais Velho. Quando ele começou a falar do osso na panela eu juro que pirei...
enviada por shadow
31/05/2004 10:49
Dia dos namorados.
E com todas as especulações anuais sobre o dia dos namorados, desta vez, comecei a escrever a minha mais cedo. Foi assim, eu estava pensado aleatoriamente enquanto aguardava o fim de um teste de geradores no Nautilus. E ao olhar o catálogo de produtos do dia dos namorados, me ocorreu que nunca passei um dia dos namorados namorando oficialmente. Pois é, nenhum! Minto, passei um, mas esse não conta. Explico: foi sob circunstâncias realmente aterradoras e com uma daquelas pessoas que você não pode se quer pronunciar o nome em voz alta ou repetir o nome três vezes. É verdade, ainda hoje tenho calafrios só de pensar! Espanta-me a minha capacidade autodestrutiva. Mas, voltando ao assunto, resolvi desenvolver uma teoria, digo uma nova teoria (por enquanto a do vodu prevalece).
Maldição de família É simples, é clichê e explica tudo. Em tempos idos, algum dos meus ancestrais (ou alguns, vai saber!) foi amaldiçoado por Afrodite. Sim a modéstia me falta, mas minha auto-estima já é baixa demais para ficar pensando em um plot mais básico. Então começou um terrível ciclo que chegou até os dias de hoje. Por isso a história que rola de que meu pai só conseguiu se casar depois que ganhou um Santo Antônio de um amigo. De algum modo meus ancestrais só conseguiram se relacionar através de algum fetiche ou talismã. E o meu descaso pelo patuá-do-velho-louco, o derradeiro ardil místico, me impede de quebrar a maldição.
Dupla Personalidade Quando eu estava no maternal ou no jardim (não lembro ao certo, mais provavelmente foi durante os dois) tive uma namoradinha, era muito divertido, embora minha família não concordasse quanto ao meu gosto. Eu passava todo o recreio brincando com ela, sentávamos próximos, dávamos beijinhos e eu ligava de telefone para ela, algumas vezes eu precisava pedir ajuda para alguém porque ainda não sabia usar direito o telefone. Até que um dia ela faltou e uma amiga dela veio conversar comigo durante o recreio. No dia seguinte, a primeira coisa que ela fez quando cheguei foi terminar comigo. Não houve argumento que a dissuadisse e eu não havia feito nada de mais. Até a segunda série continuei dando em cima dela, mas não teve jeito. Fiquei traumatizado com isso e não consegui mais nenhuma namoradinha, até começaram a me chamar para uns bailinhos (que eram muito divertidos... rs), mas foi nessa época que mudei de colégio. O que eu não sabia é que o trauma fizera com que eu desenvolvesse uma segunda personalidade que se manifesta quando eu estou namorando e provoca o termino de qualquer relacionamento. É uma segunda personalidade tão misteriosa que ninguém sabe disso, nem as minhas namoradas... rs.
Conto do Vigário - A verdade é que namorada pertence ao mesmo rol de coisas que Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e a Loira do Banheiro (opa! essa existe e de vez em quando até aparece aqui no meu Blog!). Trata-se de uma entidade única, de cunho praticamente espiritual, inconsciente e coletivo, que dizem por ai, de vez em quando encarna em alguém. Então passamos a vida toda assim, procurando pela nossa eterna namorada. Dizem que as únicas que existiram realmente foram a do Vinícius de Moraes e a do Jorge amado, mas eu não tenho lá muita certeza. Estou pensando até em fazer um daqueles adesivos para carro: Eu acredito em namoradas ou o seu similar: Eu atropelo namoradas era uma boa forma de ganhar um troco. Como a minha criatividade anda em baixa (e eu quero acreditar que não é devido à falta de uma musa inspiradora) vou parar por aqui. Mas quem sabe eu não alugo um filme com a Catherine Zeta-Jones e não me empolgo a escrever mais algumas hipóteses? Afinal, se a Fada pode acreditar que o Brad Pit vai cair de Pára-quedas na vida dela por que eu não posso ter cá meus delírios? Vai ver ela tem razão...
enviada por shadow
27/05/2004 15:45
Frase da semana: Tudo começou com duas amebas, mas o sexo as transformou numa única célula, que se multiplicou até virar pessoas, que complicaram tudo.
Ps.: A balada amanhã no Lone Star foi adiada devido ao veto de um dos idealizadores e ao quorum insuficiente. O evento há de ser remarcado em data oportuna a ser previamente divulgada.
Ps2.: O alto conselho élfico pede aos integrantes da lista que mantenham suas coleiras em ordem, afim de evitar futuros aborrecimentos.
enviada por shadow
26/05/2004 16:54
Hail to all Dragons.
Estou verificando o quorum para uma cervejada, sexta à noite no Lone Star, os interessados me liguem até amanhã.
[]'s
enviada por shadow
25/05/2004 17:07
Pouco tempo para dedicar as palavras.
Apesar da vontade...
Como não posso escrever peço desculpas por usar, mais uma vez, as palavras de alguém que poucos conhecem.
Heart Of Steel - Manowar
Build A Fire
A Thousand Miles Away
To Light My Long Way Home
I Ride A Comet
My Trail Is Long To Stay
Silence Is A Heavy Stone
I Fight The World
And Take All They Can Give
There Are Times My Heart Hangs Low
Born To Walk Against The Wind
Born To Hear My Name
No Matter Where I Stand Im Alone
Stand And Fight
Live By Your Heart
Always One More Try
Im Not Afraid To Die
Stand And Fight
Say What You Feel
Born With A Heart Of Steel
Burn The Bridge Behind You
Leave No Retreat
Theres Only One Way Home
Those Who Laugh And Crowd The Path
And Cut Each Other's Throats
Will Fall Like Melting Snow
Theyll Watch Us Rise
With Fire In Our Eyes
Theyll Bow Their Heads
Their Hearts Will Hang Low
Then Well Laugh And They Will Kneel
And Know This Heart Of Steel
Was Too Hard To Break
Too Hard To Hold
Stand And Fight
Live By Your Heart
Always One More Try
Im Not Afraid To Die
Stand And Fight
Say What You Feel
Born With A Heart Of Steel
enviada por shadow
24/05/2004 16:57
Lica-chan, Ao procurar informações para uma sinopse hoje, esbarrei com a letra desta música. Achei que você iria gostar, inclusive é bem provável que você a conheça (se você não conhecer, não sei quem conhecerá). Em todo o caso, conhecendo ou não vale pela poesia. Uma homenagem à música de sua terra.
Canción animal Gustavo Cerati
Hipnotismo de un flagelo
dulce, tan dulce.
Cuero, piel y metal,
carmín y charol.
Cuando el cuerpo no espera
lo que llaman amor.
Cada lágrima de hambre,
el más puro néctar,
no hay nada más dulce
que el deseo en cadenas.
Cuando el cuerpo no espera
lo que llaman amor.
Siempre, más
se pide y se vive.
Canción animal,
canción animal.
No me sirven las palabras,
gemir es mejor.
Cuando el cuerpo no espera,
lo que llaman amor.
Más se pide y se vive,
Canción animal,
Canción animal.
enviada por shadow
21/05/2004 18:02
Bom, eu não gosto de tratar estas questões desta forma, mas como não consegui falar com vocês terá de servir. Cronologicamente:
Dríade Você tem razão sobre tudo o que disse, acompanhei seu problema e gostaria de ter feito muito mais para te ajudar. Errei por não ter falado com você até agora, e sei que não importa o que eu lhe diga soará vazio. Não espero desculpas porque culpado eu sou. E fiz o que fiz por dois motivos: Quando o meu cachorro de 17 anos morreu fiquei muito chateado, como não poderia deixar de ser. Na época, a minha opção foi por guardar isso para mim. Todo mundo já sabia que meu cachorro estava há vários anos com câncer e eu me limitei a um comentário no final de um post. Eu queria ficar sozinho, já estava mal na época em que isso aconteceu e não queria que as pessoas ficassem me julgando um coitado, dizendo que eu era imbecil e fraco por ficar triste por um cachorro ou se desculpando por coisas que ninguém tem culpa, ninguém controla, ninguém escapa. Foi uma época complicada, em muito, pela soma de tudo. A única pessoa que soube imediatamente foi a fada, porque brigamos e a informação acabou escapando para acontecer exatamente aquilo que eu não queria que acontecesse. Dríade, depois de nossa última conversa sobre esse assunto achei por bem esperar a poeira abaixar e te encontrar para conversar, ver como você estava e poder me esforçar para fazer algo que pudesse ter realmente um significado. Porque na hora todo mundo estaria em cima e eu sei o quanto isso poderia fazer você se sentisse pior. Eu sabia também que na hora você estaria sendo bem acolhida pelos amigos incríveis que você tem e não imaginei que você pudesse ficar ofendida por não imaginar que o meu sinto muito pudesse lhe significar tanto. Para ser sincero, não acreditei que você daria por falta. No mais, como eu já havia lhe dito, se você precisasse saberia aonde me encontrar e sabia que eu faria tudo o que estivesse ao meu alcance para ajudá-la.
Buck Creio que não é de hoje que deveríamos ter esta conversa. É verdade que sempre marcamos algo e eu sempre acabo furando. Também é verdade que desde que voltei a falar com a Fada ocorrem duas coisas muito complicadas. Ambos os dois me disputam a tapa, e enquanto um tenta me usar de cavalo de tróia, o outro construiu um muro ao meu redor. Obviamente se trata apenas disso, mas é algo que ocorre e que me deixa muito desconfortável. Eu sou amigo dos dois e me parte o coração saber que a convivência pacífica de todos seja comprometida por algo que os dois não conseguem por, de uma vez por todas, em pratos limpos. Mas no momento a parte importante sobre esta questão é o muro. Você é um dos meus melhores amigos e a tempos nossa comunicação anda bem prejudicada. Muitas vezes eu quero conversar contigo e não conseguimos nos aprofundar nas questões. Dificilmente consigo fazer com você qualquer coisa que envolva um contato maior entre nós, geralmente só saímos com um numero tão grande de pessoas que fica impossível conversar com você durante a noite. Consegui conversar com você algumas poucas vezes recentemente e isso significou muito para mim, mas temo que isso tenha se dado mais por conta da situação e da natureza dos tópicos. Não sei o que você pensa nem o que sente a respeito e acredito sim que isso tudo aconteça por um erro meu. A Lica me disse há alguns dias que embora eu acredite que as pessoas se distanciem de mim, sou eu mesmo que me distancio das pessoas. Não sei, até agora não consegui pensar sobre isso. Mas acho que demorou a colocarmos tudo em pratos limpos. Eu te ligo e você me diz quando.
Por último, mas não menos importante.
Fada Mais uma vez acho que expresso mal aquilo que penso com relação a você. Não sei se é infelicidade minha por só acontecer isso com você, se é só com você que eu pego pesado e não percebo ou se realmente sou inapto. Vou tentar ir na do texto e vejamos se consigo me fazer claro. A intenção do texto é simples, não quero comparar conteúdo, quero avaliar o meu blog, o que tento fazer comparando a funcionalidade entre ambos. Enquanto o seu blog é uma polifonia o meu é um monólogo. Você fala de questões de repercussão e importância coletiva, eu falo de mim e da visão fechada que tenho das coisas. Em momento algum eu quis desmerecer o seu blog. Quando eu o critiquei em janeiro eu nunca disse que seu blog falava "coisas sacais relativas ao mundo feminino", eu disse que seu blog era sexista e, por tanto, como tudo o que é sexista, preconceituoso. Por isso, ao ler o mesmo eu me sentia desconfortável. Mas eu nunca deixei de ler seu blog inteiro, embora o faça com pouca freqüência o que não ocorre com o blog da Clarah desde o ano passado. Seu comentário só vem reforçar o que eu disse, falo de uma forma tão fechada que pouquíssimas pessoas conseguem entender algo, apenas os meus amigos quando muito. E se eu quis desenvolver a discussão (o que não terminei) foi justamente para tentar aprender com seus aspectos. Ambos somos pessoas carentes e o seu blog atinge as pessoas, não o meu, o que embora não fosse minha intenção não quer dizer que não me importa. Para a sua informação, o cara que podemos considerar o inventor do gênero romance no ocidente, Alexandre Duma (D. Quixote), tinha exatamente o perfil do Paulo Coelho (se digo perfil, digo porque não o conheci), tanto na forma como era analisado como quanto ao público que abrangia. Duma foi o primeiro escritor a escrever para o povo, ninguém fazia isso antes. Ele criou o gênero literário que é responsável maciçamente pela expressão de nosso século. Preferi a referência a Paulo Coelho por ser algo contemporâneo e porque, da mesma forma como os críticos na época de Duma, os críticos de hoje não sabem o que fazer com Paulo Coelho. Só o tempo dirá se ele tem ou não valor como os críticos acreditam ou gostariam (só porque são críticos, não quer dizer que não estejam errados, como as novelas da Belle Epoch nos mostraram). Do mesmo modo eu me prostro frente ao seu blog, não o compreendo. O que tento dizer é que se algum blog está errado, esse é o meu. Agora pretendo devolver-lhe a gentileza de sua resposta. Porque você é uma das melhores pessoas na minha vida, não quero te ofender com algo que só teve a intenção de proporcionar-me reflexão e aprimoramento (o que também busco quando critico você). Mas também não vou ignorar um insulto: Provavelmente você está certa ao dizer que o meu blog não passa de umas linhas mal escritas e sem propósito. Talvez eu deva realmente parar de escrever, se o faço apenas para mim, mesmo que como objeto de estudo. E se eu algum dia, quando aprender a escrever, tomar coragem de fazê-lo publicamente, que eu busque tópicos mais nobres. Mas não pense (já que me agrediu supondo que eu estava te atacando, como se não gostasse de você ou do que você faz) que você sabe de tudo e está livre dos erros: seqüência tem trema e o adjetivo lamúria é feminino, derivado do substantivo feminino lamúria, do latim Lemuria, que não possui masculino. Você não precisa ler meu blog se não quiser, não obrigo ninguém a isso, mesmo quando esse alguém é meu amigo. Mas eu quero que você pare de agir sempre como se eu estivesse te atacando e venha conversar comigo se você acha que algo está errado.
Conclusões finais Eu estou longe de não errar com as pessoas, mas espero ter dado um bom passo na intenção de desfazer qualquer mal entendido ou qualquer ofensa. Gosto de vocês três, meus grandes amigos, são pessoas únicas na minha vida, a quem amo, preso e respeito. Há mais uma coisa que preciso dizer, sobre o maldito discman: Me expressei muito mal, queria dizer que fiquei feliz por saber que posso viver sozinho, sem me obcecar por ninguém, não que estou abandonando ou trocando as pessoas por ele. Também pelo fato de que ele me permite certa privacidade que não tenho em alguns ambientes. Peço desculpas pelo mal entendido e me coloco a disposição para quaisquer esclarecimentos.
enviada por shadow
20/05/2004 09:48
Propósito
Anda tudo muito confuso, diversas coisas passam pela minha cabeça e é pelo menos divertido saber que meus problemas têm sido diferentes e não a mesma ladainha de sempre.
E, por mais que eu deseje falar sobre eles, eu esbarrei em uma outra questão, o propósito deste blog. Tudo isso começou por um comentário da minha amiga Fada, ela se gaba porque o blog dela tem mais hits que o meu. Mas só porque ambos são blogs não quer dizer que possam ser comparados. Primeiramente os objetivos deles são diferentes: ela quer escrever algo engraçado que chame a atenção de um número cada vez maior de pessoas; eu quero falar sobre as questões da minha existência (medíocre) e, embora eu fosse adorar um número assombroso de hits, não é minha intenção perseguir leitores. Tudo isso não se trata de capacidade, posso escrever para a massa se eu quiser, mas eu ainda prefiro ficar com o meu ar pseudo-intelectualoide, abordando as coisas do meu ponto de vista cult. Obviamente, isso reflete em uma série de aspectos que irão contar quanto à visitação: linguagem aberta x simbolismos, estética quente x estética fria, tópicos, sexismos e uma série de coisas. Sem a pretensão da comparação com o mestre eu estabeleço um paralelo: Macunaíma x O Alquimista. Quantas pessoas que você conhece já leram Macunaíma? Quantas compreenderam? Quantas gostaram? Agora se pergunte a mesma coisa sobre Paulo Coelho. Por mais que nós literatos odiemos esse fato ele existe, Paulo coelho não seria nada se a mensagem dele não atingisse a um público. Acontece que se tantas pessoas lêem Paulo Coelho isto significa que para alguém a mensagem dele tem um valor e um significado. Logo, vemos aí mais uma diferença, significado interno x significado externo. O blog dela busca um significado exterior e o meu não, eu busco um significado meu, próprio, internalizado. Trata-se da minha lógica de funcionamento perante a sociedade e não da lógica de funcionamento da sociedade perante mim. Mas deixando de lado as diferenças (e neste ponto mais uma vez quero ressaltar que não estou comparando quem é melhor que quem e sim estabelecer funções diferentes para veículos similares) quero levantar uma outra questão que é relativa aos meus motivos com relação a isso, o que farei em breve no próximo post.
enviada por shadow
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|

|
|